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Hector
Babenco foi considerado um dos maiores diretores de cinema
Foto:
Reprodução
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O cineasta Hector Babenco teve seu primeiro contato com a sétima arte aos sete anos de idade. Nascia ali um misto de paixão e alumbramento recheado de desejos por contar histórias. Esses desejos o acompanharam até ontem, (13/06), quando sua trajetória de sucesso e “tesão pelo cinema” – como costumava afirmar, foi interrompida aos 70 anos por um ataque cardíaco.
De ascendência
judaico-ucraniana, Babenco nasceu na turística Mar del Plata, mas não gostava
que lhe chamassem de naturalizado brasileiro. “Sou um brasileiro que nasceu na
Argentina”, costumava reiterar, apesar de continuar exercitando o sotaque
portenho.
Um dos primeiros
cineastas brasileiros que alcançou respeito internacional pós Cinema Novo, ao
longo de 43 anos de carreira e mais de dez filmes, Babenco vivenciou seu amor
pelo cinema também como roteirista e produtor.
Em seus filmes,
personagens marginalizados foram destaque e muitas vezes eram maiores do que as
situações em que se encontravam. Viviam sempre no limite e pareciam estar
constantemente à beira do abismo em luta consigo mesmo e com seu duplo.
Urgência e ruptura
marcaram sua filmografia permeada por cenas fortes, mas também repletas de
beleza estética como em Pixote, eleito como um dos 100 melhores
filmes de todos os tempos.
Inquietação e
inconformismo fizeram Babenco exercer com propriedade a máxima repetida por
Paulo Autran de que “cinema é arte do diretor”.
Diretor que soube
expressar o bom e o ruim presentes na humanidade, Hector Babenco foi um ótimo
contador de histórias, como devem ser os cineastas.
Histórias que
conseguiram atravessar o tempo e através de sua filmografia continuarão
revelando o humano que ele sempre fez questão de desnudar.
R.I.P., Hector
Babenco!

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