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Ao derrubar o Habeas corpus de Lula, o SFT abriu as
portas da prisão para o ex-presidente.
Foto: Reprodução Pixabay Public Domain
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O Supremo Tribunal
Federal (STF) autorizou ontem, por 6 votos a 5, que o ex-presidente Luiz Inácio
Lula da Silva seja preso a qualquer momento.
Depois de 16
horas de discussão, os votos das juízas Rosa Weber e Cármen Lúcia expressaram
bem a cara do atual STF: contraditório, partidário, questionável e dividido.
Ao defender que
pessoas que estão sendo julgadas recorram a todas as instâncias judiciais ate
serem condenadas em definitivo - como determina a Constituição - mas votar pela derrubada do Habeas corpus de Lula, Rosa Weber usou a justificativa do sou a favor, sendo
contra.
Rosa Weber
preferiu expressar sua contrariedade em relação às decisões em segunda instância
com palavras retóricas quando o melhor – ou mais justo – deveria ser através da
ação correta e da atitude original.
Bastava que a
ministra votasse a favor do Habeas corpus que assim deixaria clara sua posição
- segundo ela própria consciente - a favor da Constituição e das decisões
finais em primeira instância.
Weber optou por
ser o mais do mesmo, quando poderia ter feito a diferença. Teria sido fiel a si
mesma.
Por outro lado, a
presidente do Supremo Cármen Lúcia optou, outra vez, por agir politicamente e, ao
votar apenas Habeas corpus de Lula, decidiu não matar dois coelhos em uma única
cajadada, decisão criticada dura e razoavelmente pelo decano Celso de Melo.
O STF optou
claramente por adiar decisões importantes em benefício da judicialização e a
favor da falsa crença de que, com a prisão de um ex-presidente, a impunidade e
a corrupção estão definitivamente sendo combatidas no Brasil.
O STF permite que o ex-presidente seja encarcerado, mas continua deixando livres muitos irresponsáveis pegos e gravados em seus atos deliberados e comprovados de corrupção.
Ao votar favoravelmente pela prisão de Lula, o STF, outra vez, deu um passo em falso para, mais adiante, dar dois pulos para trás.
Ao votar favoravelmente pela prisão de Lula, o STF, outra vez, deu um passo em falso para, mais adiante, dar dois pulos para trás.

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