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Foto: Lula Marques/Agência PT (17/03/2016) Fotos Públicas
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A decisão
tomada ontem (03/05) pela Procuradoria Geral da República deixou o
inferno astral da presidente Dilma Rousseff e o martírio do ex-presidente Lula
longe de terem um final feliz. Na verdade, o calvário de Dilma e Lula só está
começando.
A via crucis deles e
do PT passará pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e o tiro de misericórdia
poderá ser dado em Curitiba pelas mãos do juiz Sergio Moro e pelos eleitores no
pleito de 2016.
A retirada de Dilma
do poder, ao que tudo indica, não é suficiente. É preciso inviabilizar também,
se não politicamente, pelo menos jurídica e moralmente, a candidatura de Lula
em 2018.
A capacidade do
ex-presidente de superar desafios e a facilidade em sair direta ou
indiretamente vitorioso dos embates que campeia, sempre foi uma ameaça constante
para os seus inimigos.
As justificativas do
procurador-geral Rodrigo Janot para pedir a abertura de inquérito da dupla
petista e do advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, por suspeita de
obstrução da Lava Jato, foram recebidas como fortes e contundentes pela classe política, tanto que
deixaram Lula deprimido e chateado, segundo informações da jornalista Mônica
Bergamo.
Ao promover a
abertura do inquérito Janot pôs na boca da oposição e nas mãos de alguns
setores da imprensa os argumentos que queriam, queimando um pouco mais a imagem
do ex-presidente e tornando remota a possibilidade dele entrar na disputa de
2018.
Se Lula demonstrava
estar um tanto quanto fragilizado e seu futuro político incerto, sua provável
candidatura fragmentou-se e deixou a imagem do PT mais pulverizada.
Mas, antes mesmo do
grande teste nas urnas em 2018, o partido terá de enfrentar sua primeira
provação pública nas eleições de 2016. Por enquanto, as perspectivas não
estão tranquilas nem favoráveis. Baixas também já começaram a
acontecer.
Preocupados em não
terem sua reputação atrelada à imagem de um partido que é acusado de
profissionalizar a corrupção no Brasil, 11% dos prefeitos eleitos em 2012
abandonaram recentemente a legenda, segundo reportagem da Folha de S.
Paulo.
Enquanto o destino
dos líderes petistas estará nas mãos do Supremo Tribunal Federal, o futuro do
partido dependerá mais do que nunca do voto dos eleitores.
Entretanto, o atual
horizonte eleitoral acinzentado em que o PT se encontra tende a tornar mais
difícil a possibilidade do Partido dos Trabalhadores volta a voar em um céu de
brigadeiro.
Se na justiça divina
as coisas acontecem no tempo determinado por Deus, na justiça brasileira as
decisões políticas e judiciais acontecem no tempo determinado por Janot,
Zavascki, Moro e companhia limitada.
Se depender deles, o
destino se confirmará implacável e a Fênix petista dificilmente ressurgirá tão
cedo.

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