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| Reforma da Previdência: A guerra só está começando Foto: Pixabay Public Domain |
Em meio à divulgação de indicadores econômicos desfavoráveis
sobre o Produto Interno Bruto do país (PIB) que retraiu 3,6% o ano passado e às
vésperas da divulgação da nova lista de políticos indiciados na Lava Jato, o
presidente Michel Temer resolveu atuar com mais intensidade para garantir a
aprovação da reforma da Previdência.
Mesmo
consciente da avalanche que estar por vir, Temer decidiu sair do campo da
expectativa e partiu para o campo de batalha. O tiro inicial vai ser dado hoje à
noite em Brasília.
Temer
vai se reunir com ministros e líderes do governo na Câmara e no Senado para
fazer um rearranjamento de forças no Congresso e evitar o máximo de mudanças
nas propostas enviadas para a reforma previdenciária.
A ordem
é não permitir que o projeto original seja desconfigurado, custe o que custar,
inclusive com ameaças de retaliação e uso de munição pesada para cima da turma
do contra.
O governo
está mais inexorável do que o destino e não quer abrir mão de nada, o que torna
a aprovação das propostas um risco e o preço a ser pago muito alto, tanto para o
presidente quanto para os congressistas e a população.
O risco
para o governo é ter que voltar atrás e ver o clamor pela cassação da
chapa dele com Dilma Rousseff crescer e se tornar uma possibilidade real,
fortalecendo o Fora Temer e comprometendo ainda mais a economia e o crescimento
do país.
Para
os congressistas que apoiarem incondicionalmente o governo e aprovarem as
propostas de reforma da Previdência tal e qual seu rei mandou fazer, o preço a
ser pago poderá ser a reprovação nas urnas em 2018, já que também teremos eleições
para deputados em senadores no ano que vem.
Para
a população é ter, outra vez, que pagar o pato pelas escolhas erradas que fez.
A dureza
da reforma e as mobilizações contrárias, que já começam a ganhar força e se
espalhar pelo país, são os indicativos que a briga será de cachorro grande e
que a disputa vai ser pau a pau.
O que está em jogo nesse tabuleiro de xadrez é muito maior do que todos nós imaginamos.
Se
vencer essa primeira batalha, o governo sai fortalecido e confiante para as próximas
lutas. Se os brasileiros forem derrotados, saem debilitados e inseguros nos assaltos
seguintes.
Contudo, esses 120 dias serão decisivos para ambos os lados e poderão garantir o
apogeu ou a decadência, a ascensão ou a queda, a fortuna ou a desgraça da atual
e das próximas gerações de políticos e brasileiros.

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