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Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil (01/12/2015)
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Quando
a gente pensa que o pior já foi anunciado e nada mais no surpreenderá, a
imprensa escancara, nas manchetes manchadas de sangue, notícias estarrecedoras,
como a barbárie em forma de chacina ocorrida no Rio de Janeiro e que tirou a
vida de cinco jovens.
Violência
desnecessária, ato irresponsável, ação descabida, massacre indefensável,
covardia imperdoável, ação absolutamente exagerada. Quantas palavras mais serão
necessárias para definir o injustificável? Talvez tantas quantas forem as
próximas chacinas que virão.
Por
que virão? Como assim?
Porque
Candelária, Vigário Geral, Carandiru, Eldorado dos Carajás, Osasco, aconteceram
e nada mudou, “afinal era tudo bandido mesmo”.
Tudo
continua igual na lógica desigual e desumana.
O mesmo raciocínio equivocado que faz o povo acreditar que bandido bom é bandido morto também leva muitos a crerem que polícia boa é polícia que mata, como se a nossa só matasse bandido. Ou não fosse seletiva.
O mesmo raciocínio equivocado que faz o povo acreditar que bandido bom é bandido morto também leva muitos a crerem que polícia boa é polícia que mata, como se a nossa só matasse bandido. Ou não fosse seletiva.
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Foto: Tânia Rego/Agência Brasil
(23/07/2015)
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A
polícia no Brasil escolhe quem matar. É só ver os números. Comparar as
estatísticas. Tudo preto, favelado, pobre, miserável. Alvos preferidos. Sempre
os mesmos. Já virou lugar comum. Surpreende a mim e alguns. Muitos,
porém, já estão anestesiados à espera do próxima edição do jornal sensacionalista ou do
programa policial manchado de sangue para ler ou assistir
jantando ou tomando uma.
É assim que vamos vivendo, vendo e aceitando muitos serem exterminados.
A
pergunta já não é mais por quê? Mas, até quando?
Lamentável.
Insuportavelmente inaceitável. Devastadoramente desumano.
Eu
digo não à polícia bandida e assassina!


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