A Presidente
Dilma Rousseff levou a melhor na primeira queda de braço do ano com Eduardo
Cunha. A reeleição de Leonardo Picciani (RJ) para a liderança do PMDB na Câmara
dos Deputados, ontem (17/02), deu alivio e ânimo ao governo. Pelos menos por
enquanto.
A
derrota de Cunha e vitória de Dilma deixa o governo um pouco mais tranquilo. A
presidente passa a ter representação significativa na Casa e, se souber agir
politica e diplomaticamente, poderá ajudar Picciani a obter maior
representatividade na Câmara Baixa.
Contudo,
na política, como na vida, nada é de graça. Políticos não agem por filantropia,
mas por interesse. O Congresso Nacional não é casa de caridade, nem ONG e muito
menos instituição beneficente. Ali tudo e todos têm seu preço.
Considerando
as circunstâncias do momento e o placar apertado, o valor a ser cobrado pela
façanha deverá ser alto.
A vitória suada valorizou o passe de Picciani. Uma hora a fatura virá, basta saber quais são os itens que serão cobrados.
A vitória suada valorizou o passe de Picciani. Uma hora a fatura virá, basta saber quais são os itens que serão cobrados.
Picciani
possui o trunfo de poder indicar oito dos 65 membros da comissão que analisará
o pedido de impedimento da presidente, daí o alívio do governo.
O
sucesso ou fracasso dele dependerá de sua habilidade política e capacidade de negociação,
requisitos que serão bastante exigidos, já que terá pela frente grandes
desafios: ajudar o governo a aprovar a recriação da CPMF e a reforma da
Previdência.
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| Leonardo Picciani e Eduardo Cunha Foto: Reprodução |
No
jogo de xadrez que se transformou a política brasileira atualmente, digamos que
na situação de momento, em relação ao PMDB, Picciani é o Rei, Dilma é a Torre,
Cunha o Bispo, a Oposição é o Cavalo e o brasileiro, como sempre, o Peão.
Literalmente.
Na
disputa política de ontem, Eduardo Cunha perdeu a batalha, mas não a guerra.
Está ferido, mas não morto.
Levando
em conta o poder de regeneração do, por enquanto ainda presidente da Câmara, e
a capacidade nata do PMDB de ser volúvel e de dançar conforme a música, tudo
pode acontecer.
Dilma
tem que ficar esperta. Tratando-se de PMDB nada é garantido. A presidente,
venceu hoje, mas amanhã poderá ser derrotada; foi dormir de pijama, mas poderá
acordar sem roupa.
Por
enquanto pode-se dizer que para Dilma o momento tá tranquilo, tá favorável.
Mas, como no Congresso tudo é uma questão de tempo, o agora pode estar por um
segundo.
É
aguardar pra ver e conferir como serão distribuídos os despojos da batalha.


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