18 de fev. de 2016

VITÓRIA NA GUERRA


Leonardo Picciani e Dilma Rousseff
Foto: Reprodução

A Presidente Dilma Rousseff levou a melhor na primeira queda de braço do ano com Eduardo Cunha. A reeleição de Leonardo Picciani (RJ) para a liderança do PMDB na Câmara dos Deputados, ontem (17/02), deu alivio e ânimo ao governo. Pelos menos por enquanto.

A derrota de Cunha e vitória de Dilma deixa o governo um pouco mais tranquilo. A presidente passa a ter representação significativa na Casa e, se souber agir politica e diplomaticamente, poderá ajudar Picciani a obter maior representatividade na Câmara Baixa.

Contudo, na política, como na vida, nada é de graça. Políticos não agem por filantropia, mas por interesse. O Congresso Nacional não é casa de caridade, nem ONG e muito menos instituição beneficente. Ali tudo e todos têm seu preço.

Considerando as circunstâncias do momento e o placar apertado, o valor a ser cobrado pela façanha deverá ser alto.

A vitória suada valorizou o passe de Picciani. Uma hora a fatura virá, basta saber quais são os itens que serão cobrados.

Picciani possui o trunfo de poder indicar oito dos 65 membros da comissão que analisará o pedido de impedimento da presidente, daí o alívio do governo. 

O sucesso ou fracasso dele dependerá de sua habilidade política e capacidade de negociação, requisitos que serão bastante exigidos, já que terá pela frente grandes desafios: ajudar o governo a aprovar a recriação da CPMF e a reforma da Previdência.

Leonardo Picciani e  Eduardo Cunha
Foto: Reprodução
No jogo de xadrez que se transformou a política brasileira atualmente, digamos que na situação de momento, em relação ao PMDB, Picciani é o Rei, Dilma é a Torre, Cunha o Bispo, a Oposição é o Cavalo e o brasileiro, como sempre, o Peão. Literalmente.

Na disputa política de ontem, Eduardo Cunha perdeu a batalha, mas não a guerra. Está ferido, mas não morto.

Levando em conta o poder de regeneração do, por enquanto ainda presidente da Câmara, e a capacidade nata do PMDB de ser volúvel e de dançar conforme a música, tudo pode acontecer.

Dilma tem que ficar esperta. Tratando-se de PMDB nada é garantido. A presidente, venceu hoje, mas amanhã poderá ser derrotada; foi dormir de pijama, mas poderá acordar sem roupa.

Por enquanto pode-se dizer que para Dilma o momento tá tranquilo, tá favorável. Mas, como no Congresso tudo é uma questão de tempo, o agora pode estar por um segundo. 

É aguardar pra ver e conferir como serão distribuídos os despojos da batalha.
Local: SÃO PAULO São Paulo, São Paulo - SP, Brasil

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